
Ontem, em Madrid, o Futebol Clube do Porto, carregou consigo o espírito que me fez recordar o porquê de eu ser portista, espírito que banhavam as suas equipas dos anos 80, materializados em João Pinto, Jaime Magalhães, Gomes ou Madjer. Espírito que se agigantava ao ganhar aos "grandes". E que se repetiu com Mourinho, Deco, Baía e Jorge Costa.
Sim, porque para quem se tornou portista nos anos 80, o Futebol clube do Porto era o "outsider". A equipa que comia relva, ganhava, mas não tinha o "nome" dos grandes de Lisboa.
Por isso para quem hoje, como portista, observa o percurso do Porto no futebol nacional e mundial - 2 Champions, 1 Taça Uefa, 2 Intercontinentais, 1 Supertaça Europeia, maioria dos Camponatos, Taças e Supertaças nacionais - em 20 anos, não pode deixar de abrir um sorriso de orgulho.
Ontem, não jogaram em Madrid, as cores, as tácticas, os nomes, as capas de jornais, os craques, os noviços.
Ontem, com as lesões, frangos, golos mal anulados, em terreno inimigo, com traidores na equipa adversária, jornais desportivos portugueses em ataques cirúrgicos num dia de jogo internacional, só uma coisa podia bater tudo isto:
O Espírito. Ao contrário do que dizem, a Alma não é benfiquista, é Portista!
Atlético de Madrid 2-2 Futebol Club do Porto.
Madrid, 24 de Fevereiro de 2009